quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Produtos e brinquedos eletrônicos podem virar uma dor de cabeça para os pais

Vídeo game na mão. E no bolso, o celular. Para Pedro Vitor, de quatro anos, a função mais importante do celular é a de jogos. Ele segue os passos de Julia, a irmã de nove anos. O pai não acha que deu celular cedo demais para os filhos.

Para o psicólogo Aderson Costa, não há uma idade exata para a criança usar o celular. Ela precisa conseguir manusear o aparelho. Mas ele não pode ser dado como um brinquedo. Para ele, na medida em que os pais sentem a necessidade de que seus filhos tenham um celular por razão de segurança. De controle ou de facilitação de comunicação. Esse equipamento deve ser oferecido às crianças racionalmente.
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A casa de Amanda tem vídeo games dos anos 80 como Atari e Nintendo e os atuais. Desde que ela tinha três anos, o pai incentivou o contato com esses aparelhos eletrônicos. “Se pudesse, ficaria [jogando] o dia inteiro”, disse ela.

Do vídeo game para o computador. Mas, na internet, Amanda cumpre o acordo feito com o pai. “Quando eu acesso a internet, primeiro tem que saber o site. Eu não entro em site, não invento para ver se eu consigo entrar, nem nada. Eu só entro em sites que eu sei mesmo, que eu jogo normalmente”, disse ela.

O pai de Amanda tranqüiliza. “Eu posso me considerar uma pessoa de sorte. A minha filha, sabe? A minha filha não deu nenhum trabalho quanto a isso. Ela é bem responsável, ela só acessa o que a gente dá acesso a ela. E cresceu muito. As notas melhoraram na escola. Ela tem interesse por uma língua estrangeira agora. Eu vou incentivar sempre que puder”, disse ele.

A idade de Amanda, 12 anos, e as regras de casa permitem que ela aproveite o que o mundo virtual tem de melhor. Mas, até para os grandinhos, é preciso controlar o uso. A diversão eletrônica pode interferir no desenvolvimento.

“Nós só tomamos alguns cuidados para evitar atividades essencialmente solitárias, atividades que não privilegiam a interação social, evitar o excesso do uso do vídeo game por causa dos movimentos repetitivos que podem levar a lesões e o excesso de sedentarismo”, alerta o psicólogo.

Mateus, com seis anos, adora ficar no computador. Os pais ficam por perto. Passados quarenta minutos, ele parte para o futebol. Ele não sabe, mas segue à risca a dica mais importante dos psicólogos: os jogos eletrônicos não podem ser a principal fonte de brincadeira, de alegria das crianças.

Para uma neuropediatra, a criança que começa cedo a usar aparelhos eletrônicos por muito tempo, pode desenvolver distúrbios de sono e de comportamento. Casos que já começaram a aparecer no consultório.

“Muitas crianças são tão viciadas em jogos eletrônicos, em vídeo games que elas não têm maturidade até para lidar com a perda. Elas querem só ganhar. Então, elas ficam agressivas, ficam irritadas, desenvolvem comportamento inadequado e não esperado para a idade. E isso reflete, inclusive, no comportamento escolar, com os colegas, né?, disse ela.

A criança precisa amadurecer para pensar como Amanda. “O virtual pode ter tudo, acontece tudo. Mas o mundo real tem limites, né? A gente não vive no computador, né? A gente vive num mundo real e esse mundo é bem melhor, eu acho!”, disse ela.
fonte: G1

Luiza não tem nada disso, a única coisa tecnológica que ela tem é uma câmera digital que é só dela mas ela gosta mesmo é da minha...rs. Na escola ela tem aula de informática mas em casa nem pede para usar o computador (eu não deixaria também porque é minha ferramenta de trabalho).

Aliás, falando em computador, essa semana no blog da Rosely Sayão ela fala sobre "Sites de relacionamento e as crianças". Achei o post excelente e recomendo a leitura.

E vocês, como fazem com seus filhos? Com que idades começaram a jogar videogame? E celular? E internet?

7 comentários:

Dani Batalha disse...

Oi Amiga,
Com o Vini foi um caminho natural. Depois que despertou o interesse a partir das aulas de informática, ele começou a querer jogar no computador nos sites dos canais que ele assiste: Jetix, Cartoon etc. Ele tinha de seis pra sete anos... Só no aniversário de nove anos (ano passado) ganhou o tão esperado Play Station mas usa com muita moderação. Passa dias sem lembrar que ele existe, o que ele gosta mesmo é de brincar com a galerinha no play - o que nós, pais, apoiamos totalmente.
Celular ele ganhou quando eu troquei o meu, deve ter uns dois anos, mas anda sempre sem bateria porque ele não lembra de carregar.
Já com a Alice é diferente, nem sabe que isso tudo existe! E tomara que fique assim por muuuuuito tempo ainda, criança tem que brincar. É o que nós achamos lá em casa.
Beijos

Dani Batalha disse...

Lembrei de um motivo de divergência com o Vini: Orkut. Nós não temos e não deixamos ele ter ainda, mais pela exposição que a ferramenta proporciona e ele não maturidade pra lidar com isso. Enquanto der a gente vai enrolando!!!

marinaesanta disse...

Meus filhos são de outra geração, quando tudo era mais lento, mas comprei um Atari pra eles quando o mais velho tinha uns 8 anos. Ele gostava, mas preferia brincar com os amigos no calçadão, e eu achava ótimo. Mais tarde, veio o playstation, mas ninguém era viciado, os dois jogavam relativamente pouco, sempre preferindo curtir os amigos... em suma, bem normais mesmo!!! esses pais do seu post devem ter titica no lugar do cérebro!!!

Beta e Luan disse...

Lá em casa tem vídeo-game pra todos os gostos (X-Box, Wii, Play3, PSP e Nintendo DS)
A gente adora! E com pai fanático em tudo que é eletrônico já viu né?

O Luan joga desde os 2 anos e ADORA!! Mas tem que controlar bem, pq por ele joga o dia inteirinho.

O bom é que tem joguinhos mais educativos que testam a memória. E ele aprendeu a falar umas palavrinhas em inglês, bem fofo!!

Beijinhos

PatriciaUk disse...

Eu sou anti isso tudo por ate quando eu poder controlar - nao eh a toa que a taxa de abesdidade em criancas em todo o mundo vem crescendo. A gente aqui somos bem ar livres, andamos todos os dias para a escola faca chuva ou faca sol (2Km) e hj a tarde Djem e seu colega brincaram o tempo todo no quintal mesmo estando 1 grau la fora. Ainda nao quero crianca dentro de casa bitolada nisso, nem TV eu deixo eles assistirem ainda (de vez em qdo apenas 1/2hr) - eles nao sentem falta do que nunca tiveram.... Eu deixo Djem brincar no youtube para procurar coisas de seu interesse mas sempre comigo. Mas acho a ideia de uma camera bem legal!

Dayanny Franco disse...

A Isabella (4 anos), vive falando q quer 1 celular, mais acredito q ainda ñ seja o momento...
Ela ñ tem video game, + ñ pode ver 1 já quer logo jogar, e qto ao pc, só o laptop dela, q ela msm diz q tem internet brasileira...kkkkkkkkkkkkkk

Luciana disse...

Flávia,
o Pedro tem o psp e o WII, ganhou há uns 2 meses mais ou menos. Ele é tranquilo joga um pouquinho mas não fica nem 1 hora jogando...ele gosta muito de quebra-cabeça, andar de bicicleta e etc...
O que eu penso é que se ele começar a querer ficar muito tempo, eu vou determinar um tempo x para ele jogar por dia.Mas por enquanto nao tenho esse problema.

Beijos,