Mostrando postagens com marcador cadeirinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cadeirinha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quando tirar a criança do booster e passar a usar somente o cinto de segurança do carro?

Esse artigo está disponível em inglês no site Babycenter.  Fiz uma tradução rapidinha para compartilhar aqui, pois acho que é um assunto que interesse a muita gente.

Quando meu filho pode mudar de um assento booster para cintos de segurança por si só?

por Stephanie Tombrello, especialisa em segurança de passageiros crianças.

A resposta depende do tamanho e idade do seu filho, o tipo de veículo que conduz, e a lei (no Brasil a lei diz que até os 7 anos e meio as crianças devem usar um assento booster).  Deixando as leis de lado, as crianças não estão prontas para fazer a mudança de um assento booster ao cinto de segurança até que eles tenham pelo menos 150cm de altura e possam passar pelo teste de cinco etapas a seguir - normalmente entre as idades de 8 e 10 anos.

Por que a espera? Porque um assento booster protege uma criança melhor do que os cintos de segurança sozinhos, e, no caso de uma colisão, um cinto de segurança para adultos mal ajustado pode na verdade causar lesão ao invés de preveni-la. Se a parte de baixo do cinto de segurança recai sobre a barriga do seu filho (o que é provável de acontecer sem um booster), por exemplo, ele poderia sofrer danos no estômago, fígado ou baço. E se a parte de cima do cinto fica encostada ao pescoço, ao invés de seu peito, seu filho pode tentar colocá-lo debaixo do braço (onde poderia quebrar suas costelas e danificar os órgãos internos) ou por trás das costas (onde não oferece proteção alguma contra lesões na cabeça, pescoço ou coluna vertebral).

Para julgar se a criança está pronta para andar somente com o cinto de segurança, teste o ajuste de cintos do seu veículo ao longo do tempo. Afivele seu filho no banco de trás sem um assento booster, e considere o seguinte:

• Ele consegue sentar com as costas completamente encostadas ao banco?
• Seus joelhos se dobram confortavelmente na borda do assento?
• A parte de baixo do cinto de segurança fica naturalmente abaixo de sua barriga, encostando no alto de suas coxas?
• A parte de cima do cinto de segurança fica centralizada entre o ombro e o peito?
• Ele consegue ficar sentado nessa posição durante toda a viagem?

Se você responder não a qualquer destas perguntas, o seu filho ainda precisa usar um assento booster (alguns são projetados para crianças pesando até 45kg). É claro que, seu “rapazinho” ou “mocinha” pode protestar que esses assentos são para bebês, então ofereça incentivo extra para ajudá-lo se sentir melhor sobre manter seu assento booster um pouco mais. Se o seu assento booster já teve dias melhores, que tal ir às compras juntos e deixar seu filho escolher um substituto com uma capa super-macia ou um visual mais bacana? Independente do que você fizer, deixe claro que, embora certas coisas são negociáveis ​​durante passeios de carro (como que música ouvir e se as janelas estarão abertas ou fechadas), a segurança não é.

Quando seu filho realmente estiver pronto para deixar de usar o assento booster, não compre um dispositivo de posicionamento do cinto de segurança para fazer com que o mesmo fique mais confortável, pois estes acessórios na verdade fazem o cinto de segurança ser menos eficaz. Se ele precisa de algo para fazer com que o cinto de segurança fique mais confortável ou para manter a parte de cima do cinto longe do pescoço, ele ainda deve estar em um assento booster.

 

Aproveito para recomendar novamente o site da ONG Criança Segura que tem diversas informações sobre prevenção de acidentes e um excelente Guia da Cadeirinha.

E como esse é um assunto recorrente aqui no blog, aprovetei e criei um marcador para isso.  Para ler outros posts que já escrevi sobre assunto, acesse o link a seguir: http://flavoli.blogspot.com/search/label/cadeirinha

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cadeirinha para carro

Em 28 de maio de 2008 o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) tornou obrigatório o uso de sistema de retenção para o transporte de crianças em veículos de passeio.  Só que a resolução publicada nessa data diz assim:

Em 730 dias, após a publicação desta Resolução, os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito fiscalizarão o uso obrigatório do sistema de retenção para o transporte de crianças ou equivalente.

Ou seja, passados os 730 dias todo mundo começou a se descabelar porque “agora vai ser obrigatório usar cadeirinha”, quando na verdade já era desde maio de 2008!! E aí foi um tal de todo mundo correr nas lojas para comprar cadeirinha e as lojas não tinham estoque para atender essa demanda.  “Tem mas acabou!”

Isso fez com que o CONTRAN prorrogasse o prazo para começar a fiscalização para o dia 01/09/2010, ou seja, em menos de 30 dias vai ter blitz em porta de escola, podem apostar!

O que eu acho sobre isso tudo:

  • As pessoas deviam se preocupar com a segurança dos filhos independente das leis.  Sempre defendi o uso de cadeirinha e me preocupei em comprar uma que fosse adequada ao tamanho da Luiza, independente da lei em vigor.
  • Acho super válido isso tornar lei mas vejo falhas na resolução do CONTRAN.  Eles determinam que as mudanças do sistema de retenção devem ser em função da idade da criança, quando na verdade o correto seria ser em função do peso e da altura.  O site da ONG Criança Segura tem um guia maravilhoso que mostra quando a criança deve trocar de sistema de retenção, sempre em função do peso e da altura, nunca em função da idade.
  • Acho um absurdo que a obrigatoriedade não seja também para veículos escolares, alugados ou de transporte autônomo de passageiro! (Veja na resolução o Art.1°, § 3º)
  • Como os órgãos competentes vão aferir a idade da criança?  Vamos ter que andar com a certidão de nascimento de cada criança no carro para provar a idade delas?

Aproveito para compartilhar novamente os videos de uma campanha Nemyslis Zaplatis (algo como "Aqui se faz, aqui se paga") promovida pelo Ministério do Transporte da República Checa.  É tudo simulação, mas bem chocante.  Não deixem de assistir.

http://www.youtube.com/view_play_list?p=93F0B8EE65FB8E0C

terça-feira, 7 de julho de 2009

Uso de cadeirinhas

Para quem ainda tem dúvidas da necessidade do uso de cadeirinhas e cinto de segurança em crianças "mais velhas", não deixem de ler a notícia que saiu hoje na primeira página do jornal O Globo.

Cadeirinhas salvam crianças durante colisão no Aterro do Flamengo
Publicada em 06/07/2009, em O Globo

RIO - Graças a duas cadeirinhas de segurança infantis, os gêmeos Ingrid e Igor, de 5 anos, sobreviveram, na tarde desta segunda-feira, a um grave acidente no Aterro do Flamengo, na pista sentido Centro, na altura do prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As duas crianças estavam afiveladas às cadeiras, no banco traseiro do Fiat Siena, dirigido pela mãe, que colidiu frontalmente com um Volkswagen Jetta. O acessório, segundo bombeiros do quartel Central que socorreram as cinco vítimas do acidente, impediu que Ingrid e Igor fossem projetados pelo para-brisa.

A mãe das crianças, a professora Viviane Regina de Almeida, de 33 anos, perdeu a direção quando passava por uma curva fechada. O veículo rodopiou diversas vezes na pista até parar na contramão e colidir com o Jetta, dirigido por Vitor Rangel. Ele e Lúcia Pinheiro da Silva, que estava no banco do carona do Jetta, ficaram levemente feridos.

Empresária retirou crianças e chamou bombeiros

Os dois veículos ficaram parcialmente destruídos. As crianças foram retiradas do banco traseiro pela empresária Marie-Annick Mercier, que parou para socorrer as vítimas.

- As crianças estavam dentro do carro chorando, apavoradas. Eu tirei as duas e fiquei com elas no canteiro até a chegada dos bombeiros. Foram eles que retiraram a motorista - contou Marie-Annick.


PS: Essa notícia é uma indireta para você que permite que crianças andem sem proteção no seu carro. Você que acha que só bebês precisam de proteção. Você que acha que é mais seguro a criança andar solta do que com cinto porque, num caso de assalto fica mais fácil sair do carro. Você que dá colo para a criança no banco de trás. É, você mesmo!!

domingo, 5 de abril de 2009

Ainda sobre as cadeirinhas

Respondendo algumas perguntas feitas nos comentários:

Você já fez viagem internacional com a sua menina (quando ela tinha menos de 2 anos) e levou a cadeira? Como foi?

Não, a primeira viagem de avião da Luiza ela tinha 3 anos e 4 meses e eu não levei o assento para o avião não. Eu sei que o correto é levar porque da mesma forma que o cinto do carro não protege a criança o do avião também não. Mas não é qualquer cadeirinha que pode ser usada no avião então achei melhor não arriscar.

Dei uma pesquisada rápida agora e li no Baby Center que a partir de 18kgs a criança já pode usar o cinto do avião. Antes disso deve ser acomodada em uma cadeirinha para carros presa ao cinto do avião.


Só idade conta (para mudança de tipo de assento)? Tamanho e peso não?

Na verdade a informação do outro post é o que consta no Código Nacional de Trânsito, mas é lógico que não faz o menor sentido ser em função da idade, já que algumas crianças são totalmente fora dos padrões.  Aliás, queria saber como eles vão saber a idade da criança, a gente vai ter que andar com documento da criança depois que ela passar dos 7 anos e meio para mostrar que não precisa mais do booster?

No site da ONG Criança Segura tem o Guia da Cadeirinha que diz assim:

 
Tipo de assento Bebê conforto ou conversível Cadeira de segurança Assento de elevação ou “booster”Cinto de segurança de três pontos
Peso e idade Desde o nascimento até 9 ou 13 Kg, conforme recomendação do fabricante, ou até 1 ano de idade. De 9 a 18 Kg, aproximadamente de 1 a 4 anos de idade. De 18 até 36 Kg, aproximadamente de 4 a 10 anos de idade. Acima de 36 Kg e no mínimo 1,45m de altura - aproximadamente 10 anos de idade
Posição Voltada para o vidro traseiro, com leve inclinação,
conforme instruções do fabricante, de costas para o movimento, sempre no banco de trás.
Voltada para frente, na posição vertical, no banco de trás. No banco traseiro com cinto de três pontos. Até 10 anos de idade, no banco traseiro do carro,
com cinto de três pontos.
  Veja
Mais
Veja
Mais
Veja
Mais
Veja
Mais


Faz muito mais sentido pensar em medidas (peso e altura) do que em idade. Mas de qualquer forma, não serviria para a polícia multar pois aí eles teriam que andar com uma balança e fita métrica...rs. De qualquer forma eu acho uma idiotice isso ser uma lei, já que todos os pais deveriam ter um mínimo de bom senso e usar um assento adequeado ao tamanho do seu filho.

Espero ter esclarecido as dúvidas!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cadeirinha infantil só poderá ser vendida com selo do Inmetro

Extraído do G1

A partir desta quarta-feira (1°), quem for comprar uma cadeirinha para transportar bebês ou crianças nos automóveis deverá procurar pelo selo do Inmetro como garantia de que ela é mesmo segura. O selo do órgão indica para o consumidor a existência de um nível adequado de segurança, e que o produto está em conformidade com os requisitos técnicos. A obrigatoriedade tem como objetivo dar mais segurança, para pais e responsáveis, sobre a qualidade dos dispositivos de retenção para crianças.

O selo do Inmetro é o primeiro passo para aumentar a segurança das crianças dentro dos carros. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), as crianças devem sentar no banco traseiro até os 10 anos de idade, e utilizar os dispositivos de retenção em veículos até os sete anos e meio. Isto, por enquanto, é uma recomendação.

O segundo passo é tornar obrigatório o uso da cadeirinha. Isto vai se tornar lei a partir do ano que vem. A obrigatoriedade da cadeirinha para crianças foi determinada na resolução 477 do Contran e começará a valer a partir de 9 de junho de 2010.


O guia da cadeirinha: crianças até 1 ano de idade devem ficar no bebê conforto voltadas para o vidro traseiro, com leve inclinação, conforme instruções do fabricante, de costas para o movimento, sempre no banco de trás (foto 1); de um até 4 anos de idade deverão usar a cadeira de segurança (foto 2); de quatro até sete anos e meio deverão sentar em um assento de elevaçao preso no banco traseiro com cinto de três pontos (foto 3); acima de sete anos e meio devem andar com cinto de segurança (Foto: Criança Segura/Divulgação)


Segundo a organização Criança Segura, os riscos de morte diminuem em 71% quando as crianças estão em cadeiras de segurança. Os equipamentos também reduzem em até 69% a necessidade de hospitalização dos pequenos com até quatro anos de idade.

Ainda de acordo com a organização, os acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre crianças de um a 14 anos no Brasil. Em 2006, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, 2.176 crianças morreram vítimas de acidentes de trânsito. Destas, 550 foram vítimas na condição de passageiros.

Antes da obrigatoriedade da certificação, alguns fabricantes de dispositivos de retenção aderiram ao selo do programa de certificação voluntária, resultado da parceria entre o Inmetro e o Instituto Brasileiro de Certificação e Qualificação (IQB), laboratório que realizava os testes de segurança.

Embora esses selos tenham sido expedidos, eles não serão mais válidos para a comercialização. No entanto, o consumidor que já adquiriu o produto com o antigo selo não corre risco, uma vez que, mesmo voluntário, ele atesta que o produto está dentro das normas de segurança.